O presidente do Esporte Clube Vitória, Fábio Mota, apresentou nesta quarta-feira (10) um relatório atualizado sobre a situação financeira do clube. O balanço inclui os dados até setembro de 2025 e revela avanços nas renegociações realizadas nos últimos três anos, mas também aponta riscos caso não haja incremento de receitas.
Quando assumiu a gestão, em 2021, a dívida consolidada era de R$ 361,4 milhões. Após acordos com Receita Federal, Justiça do Trabalho, Prefeitura de Salvador, instituições financeiras e outros credores, o montante foi renegociado para R$ 274,9 milhões. Desde então, o clube já quitou R$ 99,7 milhões, o que representa 36% do valor ajustado. O saldo atual, até 31 de julho de 2025, é de R$ 203,4 milhões.
Valor original das dívidas: R$ 361,4 milhões
Valor renegociado: R$ 274,9 milhões
Valor já pago: R$ 99,7 milhões (36%)
Saldo atual: R$ 203,4 milhões
Redução obtida: R$ 158 milhões (44% de queda sobre o total original)
Parcela mensal total: R$ 4,135 milhões
PERSE (Receita Federal): dívida caiu de R$ 154,3 milhões para R$ 91,3 milhões; já pagos R$ 18,9 milhões; saldo de R$ 72,4 milhões; parcela de R$ 1,135 milhão.
Receita Federal / PGFN: R$ 46,8 milhões mantidos; pagos R$ 14,7 milhões; saldo de R$ 32,1 milhões; parcela de R$ 460 mil.
TRT-BA: R$ 39 milhões renegociados; pagos R$ 19,8 milhões; saldo de R$ 30,6 milhões; parcela de R$ 875 mil.
Banco Central: de R$ 10 milhões para R$ 6,2 milhões; pagos R$ 1,6 milhão; saldo de R$ 4,6 milhões; parcela de R$ 145 mil.
FGTS: R$ 12,4 milhões; pagos R$ 5,8 milhões; saldo de R$ 6,6 milhões; parcela de R$ 215 mil.
Prefeitura de Salvador: de R$ 30,2 milhões para R$ 14,1 milhões; pagos R$ 8,3 milhões; saldo de R$ 5,8 milhões; parcela de R$ 415 mil.
CNRD (dívidas com atletas): R$ 28,6 milhões; pagos R$ 8,3 milhões; saldo de R$ 20,3 milhões; parcela de R$ 330 mil.
Banco Daycoval: de R$ 25 milhões para R$ 12,9 milhões; pagos R$ 6,9 milhões; saldo de R$ 5,9 milhões; parcela de R$ 505 mil.
Acordos judiciais diversos: R$ 23,3 milhões; pagos R$ 20,5 milhões; saldo de R$ 5,6 milhões; parcela de R$ 55 mil.
Apesar do avanço na redução do passivo, Fábio Mota destacou que a manutenção dos parcelamentos é vital para evitar o retorno dos valores originais. Ele citou como exemplo o PERSE, que cairia de R$ 91 milhões para R$ 154 milhões caso o clube deixe de pagar as parcelas.
“Se não tivermos receita extra, teremos que escolher entre pagar salários ou parcelas, e isso seria desastroso para o clube”, afirmou o presidente.
Entre as medidas para garantir fluxo de caixa, o dirigente destacou a migração da Libra para a LFU e a negociação de 15% dos direitos de TV, operação considerada estratégica para sustentar os compromissos financeiros e dar estabilidade ao clube.
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