Vencemos o clássico em casa, diminuímos o prejuízo na tabela, mas ainda não é o suficiente para sair da zona de rebaixamento. A situação segue delicada, e mesmo com os três pontos, o desempenho do time continua preocupando. O esquema com três zagueiros e apenas um volante de marcação, adotado pelo treinador Jair Ventura, parece ser uma tentativa de “estancar o sangramento”, mas o efeito esperado ainda não apareceu – muito por conta da fragilidade do nosso setor defensivo.
Zé Marcos, por exemplo, tem sido um dos grandes problemas da equipe. Em quase todos os últimos jogos, os gols sofridos passaram pelos erros dele. É difícil entender como ele continua sendo titular. Será que realmente não há ninguém melhor na base? Camutanga também não ajuda: é lento, e sem tecnica nenhuma e não agrega tanto ao sistema defensivo. Ontem, por pouco, não entregamos o empate no final. A sorte foi que Camutanga conseguiu tirar a bola em cima da linha, após mais uma jogada mal resolvida defensivamente dessa vez com erro de Cacéres.
Na lateral direita, Cáceres tem feito gols recentemente, mas isso não deve mascarar suas atuações ruins. Defensivamente, continua muito abaixo. Pela esquerda, Ramon teve uma atuação razoável no último jogo, mas ainda não convenceu a ponto de garantir uma renovação ou compra por parte do clube.
Pensando em 2026, já começo a formar minha opinião sobre o elenco. Não renovaria com Cáceres, Ramon, Camutanga, Ronald, William, Ryller, Rubens Rodrigues e Rubens Ismael. Todos eles, por diferentes motivos, não têm conseguido entregar o necessário para um time que quer, no mínimo, brigar no meio da tabela.
Por outro lado, investiria na compra de Baralhas, Jamerson e talvez Erick, que ainda pode render mais. E manteria, sem dúvidas, o Aitor, que tem mostrado personalidade e entrega dentro de campo.
O Vitória precisa se reformular com inteligência e, principalmente, melhorar sua defesa, que tem sido o calcanhar de Aquiles da equipe na temporada.
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