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Marcone Amaral lança chapa “Aliança Vitória SAF” e promete base forte e gestão profissional no clube

Ex-jogador do Leão da Barra quer devolver protagonismo ao Vitória com um projeto sólido de SAF e reestruturação da base
Foto: Antonio Melhor
Foto: Antonio Melhor

Junto com a Frente Popular de Guerra, o Movimento Vitória SAF e o Vitória de Verdade — liderado pelo ex-candidato Rodrigo Santos —, além do apoio de Isaura Maria, Paloma e Victor Mendes, foi formada uma única chapa: Aliança Vitória SAF, encabeçada por Marcone Amaral, ex-jogador revelado pelo Esporte Clube Vitória.

Agora, Marconi quer disputar a presidência do clube com a proposta de reconstruir uma divisão de base forte e atrair uma SAF de respeito, capaz de transformar o time que o revelou para o mundo.


“Sou filho da bola, não da política”

Questionado se abriria mão do cargo público em caso de vitória nas eleições do clube, Marconi foi direto:

“Eu acho um absurdo misturar futebol com política. Fazer política dentro de um clube é algo inadmissível. Eu não vim da política para o futebol, eu sou filho da bola. Política, pra mim, é secundária. Hoje tenho compromissos políticos e vou honrá-los, mas se o Vitória me der a oportunidade de ser presidente, minha prioridade vai ser o clube.”


Rompimento com a atual gestão e decisão de disputar a presidência

Durante participação no podcast Podresenha, Marconi chegou a demonstrar otimismo com o presidente Fábio Mota e afirmou que poderia apoiá-lo. Mas, segundo ele, a falta de ação e de diálogo da atual diretoria o motivou a se candidatar.

“Desde maio, através do Movimento Vitória SAF, com Ney Campello, Daniel e outros, entramos em contato com o clube para propor ajuda e apresentar possibilidades. Fomos ouvidos apenas duas vezes. Mesmo assim, eu vi nas conversas a chance real de transformar o clube.”

“Em setembro, fomos convidados a participar de um grupo de trabalho com reuniões quinzenais, mas o presidente Fábio Mota nunca participou de nenhuma reunião sobre a SAF. Isso mostra que a diretoria não prioriza o tema e não quer abrir mão do poder. Com a chegada da SAF, todos precisam sair — e todos sabem disso.”

Segundo Marconi, o comportamento “frio, sem alma e sem interesse” da atual gestão fez com que ele decidisse levantar a bandeira de um grupo comprometido com a modernização e profissionalização do clube.

“As oportunidades estão aí, mas o Vitória não se levanta da cadeira para ir atrás delas. O torcedor percebe que se fala de tudo nas redes sociais, menos de SAF. Cansamos disso — e é por isso que estou me colocando à disposição.”


Planos esportivos e reestruturação financeira

Além da SAF, o ex-jogador defende uma reformulação profunda no elenco e nas finanças do Vitória:

“O Vitória de 2026 vai ser muito difícil. Deus queira que o clube não caia, porque seria uma catástrofe. Vamos reformular o grupo e diminuir os custos. Se o Vitória está antecipando dinheiro, é porque não está conseguindo pagar. Vai ser uma missão dura.”


Sobre a possível parceria com o grupo QSI e os próximos passos

O nome de Marconi também tem sido ligado à possibilidade de investimento do Qatar Sports Investments (QSI) no clube. Questionado sobre isso, ele afirmou que há conversas e que viajará ao Catar em dezembro para tratar do assunto.

“Eu costumo ir ao Catar todos os anos para rever amigos, mas desta vez a prioridade será o projeto do Esporte Clube Vitória. Se eu for como presidente, a conversa será outra. Existe uma grande possibilidade — são poucos que têm acesso e as portas necessárias para transformar o clube.”

Mesmo que a parceria não se concretize, Marconi diz acreditar que o Catar está interessado em investir no futebol brasileiro e que o Vitória precisa se posicionar:

“Se não for o Vitória, será outro time. Precisamos de um presidente que saia da cadeira e vá atrás do investidor. Não podemos continuar com essa governança amadora achando que o clube vai virar uma potência nacional ou internacional.”

Por fim, ele reforçou sua visão de futuro:

“O primeiro passo é trazer o investidor, depois vem a transformação estrutural. Nenhum clube brasileiro vai montar um time competitivo sem investimento — só o Flamengo tem hoje uma marca de nível continental.”

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